quinta-feira , 18 de Janeiro de 2018
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O destempero de Dilma Rousseff

Existe mais de um relato bisonho sobre o destempero de Dilma Rousseff. É algo frequente e a acompanha desde a época que administrou para a falência uma loja de 1,99 no Rio Grande Sul. De fato, na qualidade dos relatos estranhos advindos do Planalto, a presidente só não ganha do Collor e seu sublime conjunto “magia negra” + “cocaína” + “mala com brinquedos sexuais encontrada pela polícia federal”.

Cá pra nós, alguém que manda, veja bem, “manda!”, o Secretário do Tesouro sair de uma reunião porque ele estava despenteado não deve ser muito amável. E essa é a rotina. Diplomatas e sua natural fidalguia odeiam tratar com Dilma, assessores já evitam levar notebooks para reuniões porque eles podem ser atirados contra as paredes se insistirem em contrariar a mãe do PAC, Fernando Igreja, substituindo Renato Mosca na administração do cerimonial do Planalto (Mosca tinha tido um AVC. Muita gente culpa a difícil missão de lidar com Dilma pelo infortúnio), pediu para Dilma esperar atletas paraolímpicos passarem primeiro em uma cerimônia, e levou gritos na frente de todo mundo por esse crime. Nem o Temer escapou. Quando ainda fazia a articulação política do governo, recebeu um telefonema da presidenta gritando os seus habituais impropérios. O vice não se fez de rogado e desligou. Pianinha, dona Rousseff ligou novamente falando baixo, Michel não perdeu a oportunidade e mandou um: – “Desculpe, presidente. Alguém estava gritando muito aí do lado e quase não dava para ouvir o que a senhora dizia”. Este é outro traço da personalidade de Dilma. Ela só grita com quem é subalterno. É algo que uma moça chamada Jane sabe muito bem.

Camareira do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidente, Jane arrumou os vestidos de Dilma de uma forma que a gerentona não curtiu. Em uma explosão de cólera, a presidenta jogou os cabides na pobre mulher, que sem se intimidar os jogou de volta. O episódio conhecido como “guerra dos cabides” custou o emprego de Jane. Não se desespere. Ela não acabou na pior. Ao saber que sua ex-criada tinha sido contatada pela oposição, Dilma cuidou para que o PT garantisse dinheiro, um emprego novo, e uma casa no Minha Casa, Minha Vida.

Recentemente, o governismo ficou atordoado com a matéria da IstoÉ que demonstra uma presidente cada vez mais distante da realidade e irritadiça. Pode ser tudo mentira da revista? Claro! Mas não seria diferente do seu habitual. De fato, em 2011, Nelson Jobim, então Ministro da Justiça, elogiou Fernando Henrique Cardoso em uma comparação que todos entenderam ser com Dilma. “Nunca o presidente levantou a voz para ninguém. Nunca criou tensionamento entre aqueles que te assessoravam.”.

A AGU, que deixou de ser um órgão do estado e virou oficialmente o escritório de defesa de Dilma Rousseff, vai processar a IstoÉ pela reportagem. É cômico! Na campanha mais suja da história, Marina Dias, filha de José Américo Dias, Secretário de Comunicação do PT, escreveu matéria na Folha de S. Paulo afirmando que Marina Silva tinha chorado com os ataques pesados e diários da máquina de moer gente comandada pelo governo. Sororidade entre Dilma e Marina? Por favor. A imagem deste texto nada mais é do que a memetização do discurso em que a presidenta fala que se não aguenta a pressão da campanha não presta para ser presidente.

Eu pouco me importo como os assessores de Dilma vão lidar com seu mau humor. O fato é que nós temos o direito de saber que tudo que é produzido dentro do Palácio do Planalto é fruto de uma mente desequilibrada.

Sobre Ivanildo Terceiro

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Diretor-Executivo do Portal Libertarianismo, coordenador nacional de comunicação dos Estudantes pela Liberdade, e acadêmico de Direito.